ATB - Aliança Transformers Brasil

O Dia em que a Terra Parou

Autor: VICTOR OLIVEIRA DE FARIA


Baseado em Transformers


Capítulo 4: A Névoa se Dissipa

“Espantados, todos agora sabiam a verdade. Ninguém imaginava que uma catástrofe, aparentemente natural, havia mudado a superfície da Terra. Mas ainda havia perguntas sem respostas: o que era e de onde viera aquela sombra misteriosa que ocasionou tudo isso? E onde foi parar o objeto que caiu na época?

Saí de perto do computador e comecei à meditar, acalmando nossos companheiros humanos que ainda não acreditavam no que estavam vendo.

Resolvi então, ver se ainda conseguiríamos encontrar nossa nave da época que chegamos à esse planeta. Luna nos disse que havia uma espécie de pirâmide no centro das 7 cúpulas, onde ninguém podia chegar, devido aos raios de Sol. Se era um lugar que devíamos ir, era lá.

Saímos da Old City Complex e pegamos uma espécie de estrada que se movia, atravessando as cidades e chegando rapidamente aos limites.

Luna e seus companheiros do fórum, nos disseram para tomar cuidado.

Cautelosamente saímos da cúpula, de uma maneira bem fácil, afinal, só algum humano que quisesse morrer, atravessaria a porta cristalizada. Ao colocarmos nossos corpos de metal para fora, uma intensidade luminosa nos atingiu, e sentimos como se estivéssemos levando um choque. Logo comecei à sentir calor e a notar que meu corpo começava exalar vapores.

Gritei para os Maximals irem o mais depressa possível, porquê se continuássemos naquele ritmo, iríamos derreter. Avistamos então a pirâmide e seu topo, onde havia uma enorme pedra de cristal azul. Agora o Sol realmente já estava nos atingindo. Por isso, corremos o mais rápido possível para a entrada e nos abrigamos na sombra.

A pirâmide era um local bem interessante, um sonho vivo para um arqueólogo. Havia inscrições e desenhos de todos os tipos. Mas parei de repente, fazendo os outros esbarrarem em mim, quando vi uma inscrição com um desenho de um animal e ao seu lado, uma forma robótica.

Segundo os desenhos, esses seres transmutantes estavam lutando contra algo grande. Mas o quê?

Foi aí que entrando numa câmara mais avançada, vi mais desenhos como esses e uma enorme inscrição no centro, que me chamou a atenção.

Eles lutavam com um ser maior, mas que era da mesma raça deles. Mas esse era diferente. Ele possuía garras e uma espécie de asas. Ao seu lado havia sua forma transmutante: um planeta com uma áurea em volta e uma grande abertura circular na frente.

Cheetor me chamou a atenção para um estranho objeto enrolado por cipós e muitas folhas. Era nossa nave.

Passamos o dia restaurando a nave, mas a única coisa que conseguimos resgatar, foi o computador central, Teletran I. Fizemos ele funcionar, através dos conhecimentos de Rhinox, e os fatos vistos nos esclareceram muitas coisas. Vou descrevê-los...

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Nossa nave voltava da Terra com um prisioneiro: Megatron. Aquilo era um alívio, o período conhecido como Beast Wars finalmente chegara ao seu fim. Já estava cansado de tanta luta e realmente precisava de descanso. Se robôs pudessem ter depressão, eu a teria. Havia me desgastado muito nesse período e já estava cansando de tudo. Não saberia o que fazer ao chegar em Cybertron...

(...)


2 Horas da Tarde...

Megatron foi condenado pelo Conselho à prisão perpetua no núcleo de Cybertron por seus atentados à vidas alheias. Mas eu não compareci. Preferi me dirigir aos limites de Iacon e ficar observando os céus em volta...

Voltando à nossas atividades normais, tínhamos a obrigação de levar Energon à um planeta vizinho, e foi o que nos preparamos para fazer. A Arca ficou pronta e minha tripulação também: Cheetor, Rhinox, Tigatron e Silverbolt.

Aquela era uma sensação esquisita, nunca tínhamos experimentado o sentimento de paz. Mas eu tinha um mau pressentimento...

Partimos com a nave em direção à esse planeta... (...)

Ao chegarmos no porto, outros transformers vieram nos ajudar, e nos contaram que as coisas haviam mudado desde a última vez que estivemos ali. Agora um Quintesson, talvez o último de sua raça, havia conquistado o planeta.

Eu, sem saber direito porquê, tive curiosidade de conhecer um de nossos criadores. Ao chegar perto, notei sua aparência curiosa: eram desprovidos de corpos e possuíam 3 cabeças diferentes. Ele olhou fixamente para mim e começou à falar:

“Sabia que essa hora chegaria! A criatura encontra o criador! Nós os criamos com esse sentimento de querer conhecer seus criadores, e para ele agir na hora certa. Confesso que estou surpreso de ver um operário aqui, mas isso significa que você superou minhas expectativas. Antes de criar vocês, nós fizemos um protótipo gigantesco, mas não saberíamos como ele iria reagir...foi um desastre.

Quase não sobrevivemos. Então resolvemos criar vocês para nos ajudar a reerguer nossas cidades, mas como você mesmo sabe, vocês nos expulsaram do planeta! E sabe o que fizemos todos esses anos? Aperfeiçoamos nossa primeira criação...lhe apresento o primeiro transformer...

UNICRON, o Devorador de Mundos...”

(...)

Então, meu coração gelou, e estremeci..."


(continua)